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Felipe Lucas começou sua história com o surf bem cedo, aos 5 anos de idade, quando seu pai, Josa, também shaper, o levou para surfar pela primeira vez.

Na verdade, essa conexão começou bem antes dele nascer, quando seu pai em 1979, lançou a marca Magia Tropical no Litoral Sul de São Paulo, mais precisamente, onde Felipe nasceu, na praia de Solemar, cidade de Praia Grande.

Sua história com o surf então se confunde entre a fabricação de pranchas e as competições, em que seu irmão mais velho, Gustavo Lucas, já surfista, participava desde cedo.

Com o passar do tempo, Josa viu a vontade, o empenho e o dom que Felipe tinha em trabalhar com pranchas e foi lhe passando pequenas tarefas dentro da fábrica. Ele ficava horas do dia observando seu pai trabalhar e analisando toda as etapas da fabricação artesanal de pranchas. Foi nesta época que assumiu um papel importante, colocando a mão em todas as pranchas que eram produzidas, tornando-se o backshaper de seu pai.

Aos 15 anos, Felipe já dominava a arte de fazer pranchas e sempre foi incentivado a expandir seus contatos, trabalhando em também em outras fábricas. Naturalmente, Felipe começou a criar o seu próprio método de fazer pranchas, nascendo assim sua marca, F.Lucas Shaper Design.

Entre o trabalho na fábrica e a escola, também concorria nas categorias de base das competições locais no litoral sul. Apesar de muito competitivo, sempre ficou explícito seu talento na fabricação de pranchas.

Vivia intensamente o clima das competições. Seu irmão era um bom competidor, tendo sido campeão em várias categorias e Josa sempre teve uma equipe de surfistas que muitas vezes moravam em sua casa para treinar e competir nos eventos locais. Isso o ajudou em sua evolução com a  fabricação de pranchas de alta performance.

Com 18 anos, Felipe já tinha sua marca conhecida entre amigos, já tendo shapeado (hand shape) mais de 2.000 pranchas. Foi nesta época que fez sua primeira viagem a trabalho, indo para Europa, em Santander, Espanha.

Na Espanha, sempre incentivado e apoiado por seu amigo César Girón e família, trabalhou em algumas fábrica como: Full & Cas, Jalaika e com o shaper Hiiucif Rahin. Mesmo já sendo shaper aqui no Brasil, trabalhou em todas as etapas de fabricação.

Depois de um certo tempo, foi indicado por alguns amigos para trabalhar na fábrica All Ocean (San José, Costa Rica, América Central). Desta vez conseguiu fechar um acordo em trabalhar como backshaper de grandes marcas e também de shapear pranchas com sua própria marca. Foi lá que teve oportunidade de trabalhar e conviver no mesmo ambiente de shapers como: Brian Buckley, John Carper, Jeff Dock, Bill Johson e Joel Johnson. Conheceu grandes laminadores brasileiros como: Fernando Yazbek (F.Glass – SP), China (Guarda do Embaú) e Nick (Hi-man, Califórnia).

Em uma de suas vindas ao Brasil para visitar sua família, por meio de indicação de seu amigo Fernando, foi convidado a trabalhar na Surface (Cambury – Litoral Norte de São Paulo). Ali também continuou trabalhando em alto nível com shapers como: Luciano Leão, Mayhem (Lost), JS, Chilli, Eric Arakawa e Simon Anderson. Além de produzir essas marcas, Felipe voltou a produzir no Brasil, pranchas de sua marca.

Teve a oportunidade de conhecer outros shaper como Xanadu. Matt Biolos (Lost), em uma de suas vindas para o Brasil, convidou Felipe para trabalhar na Califórnia. Em setembro de 2014, ele passou uma temporada produzindo pranchas da Lost, em San Clemente, onde também pôde reencontrar seu velho amigo Brian Buckley e conhecer o grande shaper T. Patterson.

Em 2017, fez um intercâmbio com o shaper Eric Arakawa no Hawaii. Ele conheceu a filosofia de trabalho do shaper havaiano e ajudou o fortalecimento da marca com o cliente brasileiro. Veja o vídeo em que Eric Arakawa apresenta Felipe como seu shaper brasileiro: https://vimeo.com/214837699

Tradição na arte de fazer pranchas”