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Rolou no dia 28 de março a primeira edição do “Shaper Talks”, evento que tem como objetivo valorizar e promover os shapers profissionais, conhecer histórias e o trabalho de cada convidado, evideciando toda a trajetória desses artistas e, principalmente, lembrar e conhecer mais sobre a época em que as pranchas eram 100% handmade (produzidas a mão).

O representante de vendas das pranhas F.Lucas, Brian Cruz, deu um pulo no Estaleiro Shape Clube, situado no bairro da Vila Madalena, para conferir um bate-papo com o experiente surfista e comentarista Edinho Leite e com o shaper e designer Paul Mandacaru.

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Paul contou um pouco sua história, comentando como era difícil fazer pranchas no início de sua carreira. Lembrou que nos anos 70, os shapers do Rio de Janeiro estavam na frente em relação a fabricação de pranchas, já que tinham mais contato com fabricantes internacionais. Paul comenta que: “Era sorte acertar uma prancha… várias delas não andavam, pois tudo era feito artesanalmente, na raça, não tínhamos muita noção”. Paul trabalhou com shapers renomados como Donald Takayama, Gary Linden e Peter Daniels. Ele diz que foi Donald Takayama que o fez evoluir na arte de shapear e que apenas depois de um ano shapeando com ele, conseguiu arrancar um elogio.

Também falou bastante sobre a evolução da linha de produção, como era e como é a fabricação de pranchas no Brasil. Antigamente apenas um cara fazia todas as etapas de fabricação da prancha e hoje é diferente… desde fábricas grandes até as menores, cada funcionário é especializado na sua área (shaper, laminação, lixador etc.).

Paul comentou também sobre as pranchas que agora estão em alta, de Epoxi… são pranchas leves para ondas merrecas… aqueles que gostam do mar maior, a prancha precisa ter mais peso, a de Epoxi não serve. Pranchas com mais borda, área de bico dão mais estabilidade.

 

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Existem tabelas de peso X volume, mas o interessante é testar. Uma prancha boa para um cliente, talvez não seja boa para outro. Não existe regra. O surf é evolução e é legal o cliente ser realista, falando sobre seu nível, estilo e tipo de mar na hora de encomendar a prancha.

Para finalizar, Paul fala sobre desvalorização que muitos surfistas brasileiros dão ao trabalho que os shapers brasileiros desenvolvem. As pranchas gringas, geralmente, são o dobro do preço das nacionais. Ele enfatiza que o Brasil tem muitos shapers com talento e que fazem um ótimo trabalho. Os shapers brasileiros têm um bom design, usam bons materiais e estão em contato direto com o cliente final.

Apoiadores: Visla, Fu Wax, Teccel.